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A Moça do Bar  

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Lá estava eu no bar novamente, bebendo sozinho pela terceira vez aquela semana. Havia aquela garota, olhar felino, longos cabelos castanhos e encaracolados. A vi dançar e rir com os amigos nas últimas duas noites, hoje ela estava ali, cabisbaixa, sentada no balcão com um copo de Whisky. Eu bebia chopp. Como as coisas mudam, não é? Enquanto eu refletia sobre isso, olhando o meu copo percebi que ela já não estava mais lá. Eu poderia ter puxado conversa, estava se tornando corriqueiro perder sem ao menos tentar.

Dualidade  

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"O infortúnio é múltiplo. A infelicidade, sobre a terra, multiforme. Dominando, como o arco-íris, o amplo horizonte, seus matizes, são tão variados como os desse arco e também, nítidos, embora intimamente unidos entre si. Dominando o vasto horizonte como o arco-íris! Como é que pude obter da beleza um tipo de fealdade? Como pude conseguir, do pacto de paz, um símile de tristeza? Mas, como na ética, o mal é uma consequência do bem e, assim, na realidade, da alegria nasce a tristeza. Ou a lembrança da felicidade passada é a angústia de hoje, ou as agonias que são têm a sua origem nos êxtases que poderiam ter sido."

in
Poe, Edgar Allan. História Extraordinárias. Tradução Breno Silveira e outros. São Paulo: Abril Cultural, 1978. p. 55.




Parênteses: (Felicidade e tristeza, opostos que rumam lado a lado).

O que seria realmente pecado?  

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"Peque o corpo uma vez, e estará livre do pecado, porque a ação tem um dom purificador. Nada restará então, salvo a lembrança de um prazer; ou a volúpia de um arrependimento.
A unica maneira de se livrar de uma tentação é ceder-lhe. Resistamo-lhe, e
a nossa alma adoecerá de desejo do que proibimos a nós mesmo, do que as duas leis monstruosas tornaram monstruoso e ilegítimo. Dizem que os grande acontecimentos do mundo ocorrem no cérebro. Também no cérebro, e só nele que ocorrem os grandes pecados do mundo".

Lorde Henry in The Picture of Dorian Gray de Oscar Wilde. Pg 30.

Parênteses: (O pequeno fragmento da fala de Lorde Henry, faz me perguntar: "O que seria realmente pecado? Ceder a tentação ou perecer por dentro de desejo? Os fins justificariam então os meios?)
(Certo, concordo, que perguntas idiotas.. =))