-Olá, formosa dama. Linda noite não? Perdoe-me a interrupção talvez a senhorita pretendesse passear... Apenas desfrutar a paisagem. Não importa, creio que é chegado o momento de uma breve conversa. Ahh, eu me esqueci de que não fomos apresentados. Eu não tenho um nome mas pode me chamar de V. Madame justiça... Este é V. V... esta é madame justiça... Olá madame justiça. "Boa noite, V." Pronto, agora já nos conhecemos, para ser sincero, outrora fui um admirador seu. Até imagino o que está pensando "Ó pobre rapaz, tem uma queda por mim, uma paixão juvenil." Perdoe-me mas não é este o caso. Eu dizia a meu pai. "Quem é aquela moça?" E ele respondia. "É a madame justiça." Ao que eu replicava "como é bela." Eu a admirava, apesar da distância. Ainda criança, ao passar na rua admirava sua beleza. Por favor não pense se tratar apenas de atração física, eu a amava como pessoa, como ideal. Isso foi a muito tempo, agora confesso que há outra... "O que, que vergonha V, traindo-me com uma meretriz de lábios pintados e sorriso vulgar!" Eu madame? permita-me uma correção. foi sua infidelidade que me arremessou aos braços dela! Ahá, ficou surpresa, não, pensou que eu não sabia de suas escapadelas? Enganou-se, eu SEI de tudo. Na verdade, não me surpreendi quando soube que você flertava com homens de uniforme. "Uniforme? E-eu, não sei do que está falando, sempre foi você, V o único em minha vi..." MENTIROSA! MERETRIZ! Ousa negar que se deixou envolver por ele, com suas braçadeiras e botas?... Ah! O gato comeu sua língua? Foi o que pensei. Muito bem, a verdade foi revelada, você não é mais minha justiça. É a dele. Recebeu outro em sua cama. Faça bom proveito de seu novo amante. "Snif! Snif! Q-quem é ela? Como se chama". Seu nome é anarquia e ela me ensinou mais como amante do que você supõe. Com ela aprendi que não há sentido na justiça sem liberdade. É honesta, não faz promessa e nem deixa de cumpri-las como você. Eu costumava me indagar porque você nunca me olhou nos olhos. Agora eu sei. Por isso adeus cara dama... Nossa separação não me entristece uma vez que não é mais a mulher que amei outrora. Eis um ultimo presente que deixo a teus pés...
"As chamas da liberdade que adorável. Quanta justeza minha preciosa anarquia... Ó beldade, até hoje te desconhecia".
Parênteses: Este é um monólogo da grande obra do mestre Allan Moore, V for Vendetta. E este pequeno recorte, demonstra claramente o que estou sentindo agora.
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on quarta-feira, 29 de junho de 2011
at 23:26
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amor,
Ela
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2 comentários
bem, então esse mais que comentario é digno de um post, mais condensarei minhas ideias aqui, assim mesmo.
então remando contra a maré, como quase sempre, sou um ferenho defensor dos direitos da liberdade, defendo os direitos e tambem as implicações dessa mesma liberdade,
defendo a liberdade, não aquela liberdade que pregão os pseudo-intelectuais, tão pouco a liberdade das propagandas da coca-cola, defendo sim aquela liberdade que veem do autoconhecimento. pela ciencia pelo entendimento do mundo.
porem não defendo a anarquia. o desgoverno não me agrada.
regras podem não ser agradaveis, mais são precisas...
julho 01, 2011
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